Uma nova plataforma, Batemates, está mudando a forma como os homens se envolvem na masturbação coletiva online. Ao contrário dos esforços dispersos anteriores no Skype, Zoom ou fóruns como o BateWorld, o Batemates oferece um espaço dedicado para homens queer se conectarem e compartilharem experiências explícitas. Não se trata apenas de sexo; trata-se de construir uma comunidade em um mundo onde as principais plataformas reprimem cada vez mais o conteúdo adulto.
A evolução do bate-papo virtual
A prática da masturbação comunitária online, muitas vezes chamada de “bating”, explodiu durante a pandemia de COVID-19. Com opções sociais limitadas, os homens recorreram a chats de vídeo e fóruns para compartilhar momentos íntimos. Contudo, estes espaços eram instáveis; O Skype encerrou o acesso, o Zoom começou a censurar conteúdo e plataformas como o Microsoft Teams proibiram material explícito. Isso criou um vácuo que o Batemates agora preenche.
Batemates: uma plataforma construída especificamente
Fundada por Johan Guams, a Batemates pretende ser um lar permanente para esta atividade. O aplicativo cobra uma taxa mensal (US$ 17,99 ou US$ 155 anualmente) e verifica os usuários com verificações de identidade para manter um certo grau de segurança. As salas podem acomodar até 32 participantes, embora sejam preferidos grupos menores. Fundamentalmente, a participação em vídeo é obrigatória : os usuários devem manter suas câmeras ligadas, incentivando o envolvimento total em vez da observação passiva.
Guams criou a plataforma porque viu a hipocrisia nas ferramentas corporativas que proíbem conteúdo explícito e ignoram o fato de que “todo mundo faz isso”. Seu objetivo é criar um espaço onde os homens possam explorar livremente sua sexualidade, sem medo de censura.
A ascensão do “Gooning” e seu impacto
Uma tendência importante que impulsiona a popularidade dos Batemates é o “gooning” – masturbação intensa e prolongada que visa atingir a excitação extrema sem clímax. Ao contrário do bate-papo casual, o gooning é descrito como uma experiência meditativa em que os participantes chegam à beira do êxtase. Essa prática, popularizada pela Geração Z em plataformas como o TikTok, trouxe um novo nível de intensidade ao cenário do bate-papo online.
Guams critica a comercialização de gooning, argumentando que o verdadeiro gooning tem a ver com vulnerabilidade e conexão profunda, não com exibições performáticas. Ele acredita que o Batemates pode promover essa experiência autêntica priorizando a comunidade ao invés do espetáculo.
Segurança, Identidade e o Futuro dos Batemates
Batemates possui moderação de conteúdo e filtros integrados para evitar discurso de ódio e atividades de menores. Os usuários podem filtrar por etnia, um recurso implementado por Guams porque os principais espaços de recreação são frequentemente dominados por homens brancos. Essa inclusão, combinada com o compromisso da plataforma com a privacidade e a ausência de anúncios, a diferencia dos concorrentes.
À medida que o Batemates se aproxima dos 10.000 membros, o seu sucesso demonstra a procura de espaços dedicados onde os homens possam explorar abertamente a sua sexualidade. O futuro do aplicativo depende de manter esse compromisso com a autenticidade e a comunidade enquanto navegamos no cenário em constante mudança da censura online.






















