O foguete de baixo custo que provou ser possível reutilizar

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A SpaceX não começou com os pesos pesados que agora dominam as manchetes. A primeira tentativa de voo espacial da empresa foi o Falcon 1. Era um foguete de dois estágios. O combustível líquido o alimentava. Seu trabalho era simples: transportar pequenos satélites para a órbita terrestre.

A maioria dos concorrentes cobrava um valor adicional por este serviço. A SpaceX os prejudicou por uma ampla margem. O segredo não era apenas mão de obra mais barata. Foi o motor. Especificamente, o motor Merlin. A SpaceX construiu internamente. Este desenvolvimento reduziu os custos de construção e operação do veículo.

A aposta valeu a pena. O primeiro voo orbital bem-sucedido aconteceu em 2008. Esse lançamento marcou um ponto de viragem. Provou que uma pequena empresa com financiamento privado poderia chegar à órbita por uma fração do custo tradicional.

Por que o motor Merlin é importante

“O Falcon 1 era significativamente mais barato de construir e operar do que seus concorrentes, em parte por causa do motor Merlin desenvolvido pela SpaceX.”

O motor Merlin mudou a economia do lançamento. Antes disso, muitos foguetes dependiam de sistemas de propulsão estrangeiros ou desatualizados. A SpaceX projetou o Merlin para ser mais simples. Usou menos peças. Menos peças significavam menos falhas. Isso também significou custos de fabricação mais baixos.

Essa eficiência permitiu ao Falcon 1 competir apenas em preço. Outros lançamentos poderiam cobrar US$ 10 milhões ou mais. A SpaceX ofereceu uma alternativa viável a um preço mais baixo. Esta estratégia forçou toda a indústria a repensar os seus modelos de preços.

O avanço de 2008

Alcançar a órbita não é fácil. A maioria das primeiras tentativas falhou. O Falcon 1 teve várias falhas de lançamento antes de ter sucesso. A descoberta veio em 2008.

Este foi o primeiro foguete movido a combustível líquido com financiamento privado a chegar à órbita. Não foi um projeto do governo. Era uma empresa privada. As apostas eram altas. O fracasso provavelmente teria acabado com a empresa. O sucesso validou todo o modelo de negócios.

Esse sucesso abriu caminho para o Falcon 9. Também lançou as bases para os propulsores reutilizáveis ​​que vemos hoje. O Falcon 1 foi apenas o começo. Mostrou que o baixo custo era possível. Mostrou que a inovação pode perturbar um mercado estagnado.

O que isso significa para os proprietários de satélites

Para empresas que precisam enviar pequenas cargas, o Falcon 1 provou que havia uma opção mais barata. Eles não tiveram que esperar pelos cronogramas do governo. Eles não tiveram que pagar preços legados.

Essa mudança criou mais concorrência. Mais concorrência significa melhores preços para os clientes. Isso também significa lançamentos mais frequentes. A barreira de entrada caiu.

Hoje, os lançamentos de pequenos satélites são rotineiros. Essa rotina começou com um foguete de dois estágios em 2008. O Falcon 1 não chegou apenas ao espaço. Mudou a forma como o espaço é acessado. A queda de preço foi real. A tecnologia foi comprovada. O mercado respondeu.

O resto é história. Ou, pelo menos, é a história que levou ao lançamento dos foguetes agora. A base foi lançada com uma ideia simples. Construa mais barato. Faça funcionar. Alcance a órbita.