O jogo de poder da #OPEP: como os cartéis do petróleo estão moldando os mercados globais
A OPEP é mais do que apenas uma reunião de diplomatas em Viena. Este tem sido o mecanismo para determinar o preço do seu gás desde 1960.
A OPEP nasceu em Bagdá. O Irã, o Iraque, o Kuwait, a Arábia Saudita e a Venezuela começaram. Eles queriam controle. Até então, as empresas petrolíferas ocidentais tinham estabelecido as condições. Depois disso, a OPEP tentou defini-los.
A lista de membros mudou como areia. O Catar aderiu em 1961, mas retirou-se em 2019. A Indonésia aderiu em 1962, foi suspensa em 2009, voltou em 2016, mas foi suspensa novamente no final daquele ano. A Líbia e a Argélia aderiram em 1962 e 1967. A Nigéria aderiu em 1971, o Equador aderiu em 1973, saiu em 1992, regressou em 2007 e saiu em 2020. O Gabão e a Guiné Equatorial aderiram, saíram e voltaram. A República do Congo aderiu em 2018. Angola aderiu em 2007, mas anunciou que se retiraria em 2023.
As decisões não são tomadas por maioria de votos. Eles precisam de consenso. A sede está localizada em Viena, Áustria. Contudo, a sua força reside nas quotas de produção dos membros.
A verdadeira mudança aconteceu em 1973. Os países ocidentais apoiaram Israel durante a guerra árabe-israelense. A OPEP retaliou. Eles aumentaram os preços. Os rendimentos dos países membros aumentaram acentuadamente. A influência geopolítica era inegável.
Mas esse domínio não durou para sempre.
A dissidência interna fraturou a unidade. Fontes alternativas de energia começaram a aparecer nos países ocidentais. Os países não pertencentes à OPEP começaram a explorar as suas próprias reservas de petróleo. O mercado se diversificou. O controlo da OPEP afrouxou.
Hoje, a matemática é dura. Os países da OPEP fornecem cerca de dois quintos do consumo mundial de petróleo. Detêm cerca de dois terços das reservas comprovadas do mundo. Esta é uma enorme alavancagem. No entanto, a alavancagem requer ajuste. A coordenação é difícil quando os países membros têm interesses nacionais conflitantes.
Como isso afeta sua carteira? Isso não acontece no vácuo. Os choques de oferta no Médio Oriente repercutem nos mercados globais. Se a OPEP cortar a produção, os preços subirão. Quando inundam o mercado, os preços caem. Este ciclo se repete.
A influência da organização ainda é forte. No entanto, isso não é absoluto. A paisagem mudou. A energia renovável não é mais apenas uma palavra da moda. É uma força de mercado. Os países produtores de petróleo não pertencentes à OPEP, como os Estados Unidos, remodelaram a cadeia de abastecimento.
Então a OPEP está obsoleta? Não. Está se adaptando. Contudo, a era dos controlos unilaterais de preços acabou. O mercado é ainda mais complexo. Mais fragmentado. Mais resiliente a falhas de ponto único.
O que resta é um bloco poderoso com bolsos profundos e raízes profundas. Eles não controlam tudo. Mas eles ainda controlam muito.
E isso importa.




















