A Biograph Company não fez apenas filmes. Ajudou a inventar a linguagem deles.
Fundado em 1895 como American Mutoscópio Company, o estúdio com sede em Nova York foi um dos primeiros grandes estúdios cinematográficos americanos. Não começou com sucessos de bilheteria. Tudo começou com documentação.
Em 1896, eles filmaram William McKinley durante a campanha. Depois, em 1899, capturaram o Papa Leão XIII no Vaticano. No início dos anos 1900, eles estavam circulando pela Casa Branca com Theodore Roosevelt.
Eram curtas-metragens. Fotos simples. Mas eles provaram algo. As câmeras podiam ter o poder em suas mãos.
Do Mutoscópio à Biografia
O estúdio lançou seu primeiro filme, Empire State Express, em 1896. Era uma novidade na época. Mas a máquina por trás disso era séria.
A empresa rapidamente deixou de apenas exibir filmes para produzi-los. Eles precisavam de uma marca melhor. Então eles se tornaram a American Mutoscope and Biograph Company. Em 1909, o nome foi reduzido para Biograph Company.
Foi uma operação enxuta. Mas produziu centenas de fotos curtas. A verdadeira revolução não estava no volume. Estava na visão.
Experiência de cinco anos de Griffith
Essa visão pertencia a D.W. Griffith.
Griffith chegou à Biograph em 1908. Ficou cinco anos. Essa curta janela mudou o cinema para sempre.
Ele não estava apenas dirigindo. Ele estava construindo um sistema.
Trabalhando em estreita colaboração com o cinegrafista G.W. (Billy) Bitzer, Griffith refinaram ferramentas que os diretores ainda usam hoje. Ele empurrou o close-up. Antes de Griffith, a câmera ficava quase sempre bem atrás. Mostrou todo o corpo. Mostrou o contexto.
Griffith entrou. Ele isolou rostos. Ele isolou a emoção. Ele usou ângulos de câmera para criar tensão. Ele experimentou edição para controlar o ritmo.
Griffith aprimorou o uso do close-up, experimentou ângulos de câmera e edição de filmes e treinou um grupo de atores que incluía Blanche Sweet e Mary Pickford, duas das atrizes de cinema mais populares de sua época.
Isso não era apenas técnica. Foi psicologia.
O estábulo de atuação do Biograph
Griffith não trabalhou sozinho. Ele construiu um conjunto. Quem é quem no início de Hollywood.
Ele treinou atores que se tornariam lendas. Ou pelo menos, quem se tornaria conhecido.
- Blanche doce
- Mary Pickford
- Florence Lawrence — frequentemente citada como a primeira estrela de cinema real
- Mack Sennett — que mais tarde fundou a Keystone Studios e definiu a comédia pastelão
- Lionel Barrymore
- Owen Moore
Esses nomes não são apenas história. Eles são o DNA da indústria. O estilo de comédia de Sennett influenciou gerações de humor físico. Lawrence provou que os atores poderiam ter fama antes que o sistema de estúdio a controlasse totalmente.
Sweet e Pickford se tornaram grandes estrelas. Pickford acabou co-fundando a United Artists. A infra-estrutura da independência começou aqui, nestes pequenos curtas-metragens.
O longa-metragem que nunca salvou a empresa
O último filme de Griffith para a Biograph foi Judith of Bethulia.
Filmado em 1913. Lançado em 1914.
