Додому Finanças e Negócios Negócios e Startups O papel da Adobe na revolução da editoração eletrônica

O papel da Adobe na revolução da editoração eletrônica

São José, Califórnia. É aí que a Adobe Systems está instalada hoje. A empresa é uma desenvolvedora americana de software de impressão, publicação e gráficos. Suas raízes são profundas. A Adobe foi fundamental na criação da indústria de editoração eletrônica. Isso foi feito por meio de PostScript. Essa linguagem de impressora mudou tudo.

Como a Adobe começou

John Warnock e Charles Geschke fundaram a empresa em 1982. Eles eram cientistas da computação na Xerox Corporation. Especificamente, eles trabalharam no Centro de Pesquisa de Palo Alto. Este lugar é conhecido como PARC. Enquanto estavam lá, eles desenvolveram uma linguagem de programação. Descreveu a posição, forma e tamanho precisos dos objetos em uma página de computador. A linguagem foi posteriormente chamada de PostScript. Descreveu letras e gráficos em termos matemáticos. Não fez referência a nenhum computador ou impressora específico. Qualquer dispositivo que pudesse interpretar a linguagem geraria uma representação. Isso seria feito em qualquer resolução suportada pelo dispositivo.

A Xerox não trouxe a tecnologia ao mercado. Então Warnock e Geschke seguiram sozinhos. Eles formaram uma nova empresa. Eles o batizaram em homenagem a um riacho perto de suas casas.

A mudança da editoração eletrônica

A Apple Computer, Inc. adquiriu 15% da Adobe em 1983. A Apple se tornou a primeira licenciada do PostScript. Três anos depois, em 1985, a Apple lançou a LaserWriter. Esta foi a primeira impressora PostScript compatível com Macintosh. Ele usava um mecanismo de impressão a laser da Canon Inc. A LaserWriter incluía representações PostScript de fontes clássicas. Ele também tinha um interpretador PostScript integrado. Este computador traduziu comandos em marcas em cada página.

Esta combinação de PostScript e impressão a laser foi um avanço dramático. Oferecia melhor qualidade tipográfica. Forneceu mais flexibilidade de design. PageMaker, um aplicativo de layout de página da Aldus Corporation, juntou-se ao mix. Juntas, essas tecnologias permitem que qualquer usuário produza relatórios profissionais. Eles poderiam fazer panfletos e boletins informativos. Eles fizeram isso sem equipamento litográfico especializado. Eles não precisavam de treinamento especializado. Esse fenômeno ficou conhecido como editoração eletrônica.

Os impressores e editores comerciais inicialmente ficaram desdenhosos. A produção da impressora a laser ficou aquém dos padrões profissionais. Mas os fabricantes de fotocompositoras seguiram o exemplo da Apple. A Linotype-Hell Company abriu o caminho. Eles licenciaram PostScript. Dentro de alguns anos, o PostScript tornou-se comum em toda a indústria editorial.

A guerra das fontes e a entrada no mercado de ações

A Adobe abriu o capital em 1986. As receitas cresceram para US$ 168,7 milhões em 1990. Mas as relações com a Apple deterioraram-se no final da década de 1980. A disputa era sobre taxas de licenciamento PostScript. Em 1989, a Apple anunciou planos de vender suas ações da Adobe. Também planejou colaborar com a Microsoft Corporation. Eles desenvolveriam um clone PostScript aprimorado. A Apple pretendia introduzir sua própria tecnologia de renderização de fontes. Chamava-se TrueType.

Por mais de um ano, a disputa agitou os mundos da informática e da publicação. Este conflito é conhecido como guerra das fontes. A Apple e a Adobe finalmente chegaram a um acordo. A Microsoft abandonou seu clone PostScript. Adotou TrueType para seus sistemas operacionais Windows.

A mudança das fontes para o software

O licenciamento PostScript não apenas manteve a Adobe funcionando nos anos noventa; alimentou um pivô. No final de 1998, a Adobe Type Library continha mais de 2.500 fontes. Mas o dinheiro real não estava mais nas fontes. Estava em software aplicativo.

A empresa começou no Macintosh. Depois vieram o UNIX e o Windows. O primeiro grande sucesso chegou em 1987: Adobe Illustrator. Era um pacote de desenho construído em PostScript, voltado para artistas e ilustradores técnicos. O Photoshop veio em 1990. Ele retocou fotos digitalizadas. Tornou-se o maior vendedor da Adobe.

Por que ganhou?

O Photoshop foi um dos primeiros aplicativos comerciais com arquitetura aberta. Desenvolvedores externos poderiam criar plug-ins.

Dezenas de desenvolvedores entraram em cena. Eles consolidaram o domínio do Photoshop adicionando recursos que a equipe principal não tinha.

O resto da década de noventa foi definido por aquisições. A Adobe não apenas construiu; ele comprou.

Em 1991, o Premiere foi lançado para edição de vídeo. 1994 viu a aquisição da Aldus e seu software PageMaker. No ano seguinte, a Adobe comprou a Frame Technology Corporation. FrameMaker lidava com manuais técnicos e documentos longos. Eles também escolheram o PageMill da Ceneca Communications para páginas da web e o SiteMill para gerenciamento de sites.

Em 1996, a Adobe mergulhou no mercado consumidor. PhotoDeluxe chegou como um editor de fotos simplificado.

Distribuição de documentos e a guerra do PDF

A família Adobe Acrobat teve como alvo um problema diferente: padronizar documentos eletrônicos.

Converta um arquivo em PDF. Abra-o em qualquer sistema operacional principal. A formatação, tipografia e gráficos permaneceram quase intactos. O Acrobat Reader era gratuito. Tornou o PDF o padrão para distribuição.

Mas a internet mudou as regras. HTML ofereceu transferências compactas de arquivos. Isso corroeu a participação de mercado do PDF. Ainda assim, o PDF se manteve firme. Em 1998, tornou-se o formato de imagem padrão para Macintosh.

A mudança financeira foi gritante. Em 1997, 80% da receita da Adobe vinha de aplicativos. As vendas do Windows finalmente ultrapassaram as vendas do Macintosh pela primeira vez.

Expandindo para mídia interativa

A década de 2000 trouxe metas maiores. A Adobe adquiriu a Macromedia em 2005. O acordo trouxe o FreeHand, um concorrente direto do Illustrator. Adicionou o Dreamweaver para criação na web e o Director para CD-ROMs.

Crucialmente, a Adobe ganhou o Shockwave e o Flash. Essas ferramentas produziram animações e mídias interativas para navegadores web.

Depois veio o Adobe Media Player em 2008. Ele competiu com iTunes, Windows Media Player e RealPlayer. Reproduziu áudio e vídeo em vários formatos. As redes de televisão o adotaram para transmitir programas pela Internet no formato Flash compacto.

A estratégia era clara. Controle as ferramentas de criação. Possuir a distribuição.

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